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Corpo de homem é encontrado carbonizado em Campo Grande

Um homem de 40 anos, conhecido como 'Baixinho', foi localizado carbonizado em um barraco queimado às margens do córrego Anhanduí, em Campo Grande. A Polícia Civil investiga o caso como homicídio qualificado.
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Na manhã desta sexta-feira (3), o corpo de um homem de 40 anos, identificado como "Baixinho", foi descoberto carbonizado em meio a um barraco incendiado, localizado nas margens do córrego Anhanduí, no bairro Jardim Jacy, em Campo Grande. O barraco, que estava situado na Avenida Presidente Ernesto Geisel, é uma área onde frequentemente se estabelecem pessoas em situação de rua e usuários de drogas.

O corpo foi encontrado sob o que aparentava ser um colchão, e a perícia técnica, acompanhada por uma equipe de engenharia ambiental, revelou a presença de marcas de sangue nas proximidades, sugerindo que a vítima pode ter sido arrastada. Há indícios de que Baixinho foi colocado sob o colchão antes de ser incendiado. Imagens capturadas por câmeras de segurança de um comércio nas proximidades mostraram o momento em que o barraco foi consumido pelas chamas, que se alastraram em um raio de cerca de cinco metros.

Uma amiga da vítima esteve no local e relatou que viu Baixinho pela última vez na quinta-feira (2), por volta das 16h. Ela mencionou que, por volta das 20h do mesmo dia, notou um incêndio no local e decidiu se afastar, já que era usuária de drogas. Ao retornar na manhã de sexta-feira, por volta das 7h, encontrou o barraco totalmente destruído e pediu ajuda a populares para acionar o Corpo de Bombeiros.

Testemunhas, incluindo comerciantes da área, afirmaram que Baixinho era conhecido como usuário de drogas, mas não havia relatos de desavenças envolvendo a vítima. A equipe de perícia recolheu amostras de sangue no local, embora ainda não tenha sido possível determinar se havia outras marcas de violência além da carbonização. Exames detalhados serão realizados pelo Instituto de Medicina e Odontologia Legal (IMOL), incluindo um exame necropapilar para identificação.

O caso foi registrado na Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário da CEPOL (DEPAC-CEPOL) e está sendo investigado pela Polícia Civil como homicídio qualificado, com a possibilidade de uso de veneno, fogo, explosivo, asfixia, tortura ou outro meio insidioso.