Novo embate pela Copa do Brasil reacende memórias da polêmica final que marcou a história recente do Timão.
Corinthians e Cruzeiro se preparam para a semifinal da Copa do Brasil, um reencontro que evoca o traumático desfecho da final de 2018 para o Timão.
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Corinthians e Cruzeiro estão prestes a reeditar um confronto de grande peso histórico e emocional, desta vez nas semifinais da Copa do Brasil. O embate, que terá seu jogo de ida no Mineirão e a volta na Neo Química Arena, não é apenas uma disputa por uma vaga na grande decisão do torneio; para o Timão, representa uma chance de superar um dos maiores traumas recentes de sua história: a final da edição de 2018.
A Raposa, maior campeã da competição com seis taças, busca mais uma final, enquanto o Alvinegro sonha em apagar as memórias de uma derrota marcada por controvérsias.
Em 2018, as duas equipes se encontraram pela única vez em uma final de Copa do Brasil. O Cruzeiro, então campeão de 2017, mantinha a base vitoriosa, com nomes como Fábio, Léo e Thiago Neves, sob o comando de Mano Menezes.
Sua campanha até a final incluiu vitórias sobre Santos e Palmeiras. O Corinthians, por outro lado, vivia um momento turbulento no Brasileirão, mas conseguiu surpreender na Copa do Brasil, eliminando Vitória, Chapecoense e Flamengo, chegando à decisão como franco-atirador.
O primeiro jogo, no Mineirão, terminou com vitória do Cruzeiro por 1 a 0, gol de Thiago Neves. Na volta, a Neo Química Arena estava lotada, mas o Timão viu o adversário abrir o placar novamente com Robinho. A reação alvinegra veio no segundo tempo, com Jadson convertendo um pênalti e Pedrinho, em seguida, marcando um golaço que levaria a decisão para os pênaltis. Contudo, a euforia corintiana foi interrompida de forma abrupta e polêmica.
A Decisão do VAR que Marcou 2018
Após a celebração do gol de Pedrinho, o árbitro Wagner do Nascimento Magalhães foi acionado pelo VAR. A revisão mostrou um contato de Fagner em Dedé, longe da jogada principal, que foi interpretado como falta.
O gol foi anulado, e a decisão se tornou um dos momentos mais debatidos e lamentados na história do futebol brasileiro após a implementação da tecnologia. O Corinthians perdeu o ímpeto, e o Cruzeiro, aliviado, viu o cenário do jogo mudar a seu favor.
Com o Corinthians abalado, o Cruzeiro capitalizou, especialmente com a entrada de Giorgian de Arrascaeta. O meia uruguaio havia protagonizado uma verdadeira maratona para estar em campo, viajando cerca de 19 mil km do Japão, onde defendeu sua seleção, até São Paulo, em menos de 36 horas.
Entrando no segundo tempo, Arrascaeta demonstrou sua importância ao marcar o gol que sacramentou o hexacampeonato cruzeirense, com uma cavadinha sobre Cássio, selando a derrota corintiana.
O reencontro atual ganha uma camada adicional de emoção com a presença de Cássio. O goleiro, ídolo máximo do Corinthians e titular naquela final, agora defende as cores do Cruzeiro, após deixar o Timão em 2024.
Ele já enfrentou seu ex-clube duas vezes pelo Brasileirão, com uma vitória cruzeirense e um empate. A semifinal da Copa do Brasil, portanto, transcende a simples competição; é uma oportunidade para o Corinthians exorcizar fantasmas e para Cássio revisitar um palco de memórias intensas, agora do outro lado.