ANUNCIE AQUI TOPO

Confronto entre polícia e suspeito resulta em morte no Bairro São Conrado

Um confronto entre policiais do Batalhão de Choque e Marcelo da Silva Gonçalves, conhecido como 'Buguinho', culminou em sua morte na madrugada deste sábado. Moradores do Bairro São Conrado afirmam não terem ouvido os disparos.
Local do confronto — Foto: Local do confronto (Pietra Dorneles, Midiamax)
Local do confronto — Foto: Local do confronto (Pietra Dorneles, Midiamax)

Na manhã deste sábado (20), a morte de Marcelo da Silva Gonçalves, popularmente conhecido como "Buguinho", durante uma ação policial no Bairro São Conrado, em Campo Grande, surpreendeu os moradores da região. Apesar de relatos de troca de tiros entre ele e policiais do Batalhão de Choque, vizinhos afirmaram que não ouviram os disparos, que ocorreram pouco após a meia-noite.

Buguinho, de 45 anos, tinha um histórico criminal extenso, com 26 passagens pela polícia, incluindo homicídios. Ele também era suspeito de ser o mandante da morte de um agente penitenciário em 2015. O confronto ocorreu na Rua Antônio Burgos Villa, onde o suspeito, que usava tornozeleira eletrônica, foi abordado enquanto conduzia uma motocicleta que havia sido furtada.

De acordo com o boletim de ocorrência, a abordagem policial ocorreu enquanto as equipes do Batalhão de Choque realizavam um patrulhamento tático em busca de uma motocicleta vermelha usada em um roubo de iPhone. Ao avistar a viatura, Marcelo parou a moto e desceu, mas desobedeceu às ordens dos policiais e tentou sacar uma arma que portava na cintura. Diante da situação, os militares efetuaram quatro disparos.

Após os disparos, Buguinho foi socorrido e levado ao Hospital Regional de Mato Grosso do Sul, mas não resistiu aos ferimentos. No local do confronto, Equipes da Polícia Civil e da Perícia Técnica realizaram os procedimentos necessários. A perícia confirmou que a arma utilizada pelo suspeito era um revólver Taurus, com numeração raspada e cinco munições intactas.

Além da acusação de homicídio simples na forma tentada, o caso foi registrado como receptação e porte ilegal de arma de fogo de uso restrito, assim como morte decorrente de intervenção legal de agente do Estado. A situação gerou preocupação entre os moradores, que se sentiram impactados pela violência que ocorreu em sua comunidade.