A ocupação da sede da Fazenda São Sebastião, localizada em Sidrolândia, chegou ao fim na manhã do domingo, 14 de junho, quando os indígenas deixaram o local por volta das 11 horas. A Funai (Fundação Nacional dos Povos Indígenas) está atuando na mediação do conflito, que envolve a reivindicação da área pelos indígenas do território Buriti. O ministro dos Povos Indígenas, Luiz Henrique Eloy Amado, informou que o governo federal está monitorando a situação e mantém conversas com as lideranças e a Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública.
Eloy ressaltou que a Funai já estava presente no local para dialogar com os representantes indígenas, com o intuito de evitar a escalada do conflito. Durante a ocupação, houve relatos de que máquinas pertencentes aos proprietários da fazenda foram levadas. O ministro destacou que a equipe da Funai está averiguando a situação para que os equipamentos possam ser devolvidos aos donos.
O histórico da disputa pela Fazenda São Sebastião é longo, com conflitos que remontam a 2013, quando o indígena Oziel Gabriel Terena foi morto durante uma ação de reintegração de posse que envolveu as polícias Federal e Militar. O processo de demarcação da Terra Indígena Buriti está paralisado desde então. O ministro também mencionou que o governo federal já havia iniciado discussões para retomar a mesa de diálogo, que foi criada após os confrontos de 2013.
Recentemente, houve uma sinalização do ministro do STF (Supremo Tribunal Federal), Flávio Dino, para convocar uma reunião nos próximos meses, com o objetivo de discutir as questões fundiárias que envolvem a área. A Polícia Civil está investigando os incidentes e apurando as responsabilidades relacionadas aos fatos ocorridos durante a ocupação.
A Polícia Militar, por sua vez, afirmou que continuará a monitorar a situação, reafirmando seu compromisso com a ordem pública, a segurança da população e o cumprimento das decisões legais. A ocupação da Fazenda São Sebastião ocorreu por volta das 17 horas do sábado, 13 de junho, por indígenas do território Buriti, que reivindicam a demarcação da área de 17,2 mil hectares, cuja situação permanece indefinida desde 2013.
