ANUNCIE AQUI TOPO

Condenação de mandante de homicídios em MS resulta em quase 30 anos de prisão

Marcos Gomes Morais foi sentenciado pelo Tribunal do Júri em Dourados por sua participação em crimes violentos em Mundo Novo, incluindo homicídios consumados e tentados em julho de 2020.
design-sem-nome

Marcos Gomes Morais foi condenado a uma pena de 29 anos, 11 meses e 25 dias de reclusão, em regime fechado, pelo Tribunal do Júri de Dourados. A sentença foi proferida após a constatação de sua participação como mandante de crimes de homicídio consumado e tentado ocorridos em julho de 2020, no município de Mundo Novo, em Mato Grosso do Sul.

As investigações, lideradas pelo Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS) e pela Polícia Civil, revelaram que o réu fazia parte de uma organização criminosa que planejava e executava ataques a vítimas em decorrência de disputas por dívidas. Durante os 31 dias de julho de 2020, ele foi identificado como responsável por dois homicídios consumados e tentativas de outros dois.

As vítimas assassinadas, Renan Machado dos Santos e Eliseu Gregório, tinham 18 e 37 anos, respectivamente. O julgamento, que ocorreu na última quinta-feira, 28, durou aproximadamente 11 horas, começando às 9h e se estendendo até cerca de 20h. A defesa de Marcos Gomes negou a autoria dos crimes e questionou a validade das provas apresentadas, mas os jurados reconheceram sua culpabilidade.

O Conselho de Sentença considerou diversas qualificadoras nos crimes, incluindo promessa de recompensa e uso de recursos que dificultaram a defesa das vítimas. Além disso, a materialidade dos fatos e o envolvimento do réu com a organização criminosa foram confirmados durante o julgamento.

A decisão do Tribunal do Júri também estabeleceu que a execução da pena deve ser iniciada imediatamente. Durante a investigação, que envolveu a participação de sete pessoas, foram identificadas ameaças a autoridades policiais, reveladas por meio de interceptações de comunicações entre os suspeitos.

Além de Marcos Gomes, outros dois réus, ambos com 41 anos, foram condenados por seus papéis nos crimes. O primeiro recebeu uma pena de 33 anos e 10 meses de reclusão, enquanto o outro foi sentenciado a 20 anos e 6 meses. Ambos estão cumprindo suas penas em regime fechado, sem possibilidade de substituição ou suspensão condicional, devido à gravidade dos crimes cometidos.