Bruno Ghizzi, advogado que foi alvo da Operação Courrier, recebeu uma condenação por porte ilegal de arma de fogo nesta terça-feira (14). Juntamente com outros dois investigados, ele já havia sido sentenciado por sua associação com o PCC (Primeiro Comando da Capital), grupo conhecido como "Sintonia dos Gravatas".
A nova pena imposta a Bruno é de dois anos e dez dias-multa, calculados em 1/30 do salário mínimo vigente à época dos delitos. A decisão foi publicada no Diário da Justiça na mesma data.
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Atualmente, o advogado encontra-se suspenso da OAB-MS (Ordem dos Advogados do Brasil Seccional de Mato Grosso do Sul). Ele já havia recebido uma condenação anterior que totalizava 4 anos, 10 meses e 10 dias de reclusão, além de 29 dias-multa. Com a nova condenação, a soma das penas ultrapassa seis anos de prisão.
Além de Bruno, a condenação de 27 de março também incluiu o ex-chefe de cartório Rodrigo Pereira da Silva Correa e o detento Edimar da Silva Fonseca, conhecido como ‘Arqueiro’, por envolvimento em organização criminosa.
Bruno Ghizzi obteve informações sigilosas por meio de servidores da Defensoria Pública de Mato Grosso do Sul e até de uma funcionária de uma operadora de telefonia, o que favoreceu suas ações legais. Ele também fez uso de cadastros públicos e contava com a colaboração de um servidor administrativo que não era concursado.
A Operação Courrier, que efetivou 38 mandados judiciais, investiga a célula criminosa denominada "Sintonia dos Gravatas", onde advogados utilizam suas funções para facilitar a comunicação entre faccionados detidos. O grupo teria ainda planejado ataques contra agentes públicos, incluindo um promotor do Gaeco e um juiz de Direito de Campo Grande.