Compensação financeira a agricultores pode destravar acordo UE-Mercosul

Compensação financeira a agricultores pode destravar acordo UE-Mercosul

Após a frustração pelo adiamento da assinatura definitiva do esperado acordo entre a União Europeia e o Mercosul em dezembro, Bruxelas está mais otimista para conseguir um desfecho favorável ainda nesta semana. Na mesa de negociações estão garantias de compensações de eventuais com pagamentos em dinheiro para os agricultores europeus, o setor mais resistente ao acordo.

Acredita-se que a proposta de compensações e uma mudança de posição da Itália, desta vez a favor do acordo, pode acelerar a votação na sexta-feira. O pagamento entraria no próximo orçamento de sete anos da UE, que vai de 2028 a 2034.

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A Comissão Europeia espera emitir uma declaração com o objetivo de tranquilizar os países que resistiram ao acordo. Caso isso aconteça, a proposta teria o apoio da primeira-ministra italiana, Giorgia Meloni, que se uniu às queixas dos franceses em dezembro e acabou freando o acordo em dezembro.

Pelas regras eleitorais da UE, é necessária uma chamada maioria qualificada para aprovar o acordo, ou seja, de 15 dos 27 países membros do bloco europeu. Se a aprovação acontecer, a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, poderá ir ao Paraguai já na próxima semana para assinar o acordo, que está em negociação há mais de 25 anos e criaria uma área de livre comércio com mais de 700 milhões de pessoas, abolindo as tarifas sobre 90% das exportações da UE.