Leise Aparecida Cruz, de 40 anos, foi morta asfixiada pelo companheiro Edson Campos Delgado, de 43 anos, no início da manhã de sábado (7). Após o crime, Edson utilizou o celular da vítima para enviar mensagens à filha, fingindo ser Leise. Ele alegou que a mulher estava passando mal e que havia acionado o Samu. A filha da vítima comentou que inicialmente todos pensaram que a mãe poderia ter sofrido um mal súbito ou um suicídio, mas logo ficou claro que a situação era diferente.
Edson permaneceu com o corpo da esposa em casa por mais de 16 horas antes de informar a família sobre a morte. A Polícia Civil foi chamada após a descoberta do corpo em Anastácio, localizado a 138 quilômetros de Campo Grande. Inicialmente, não havia sinais de violência, mas o exame necroscópico levou à confissão de Edson, que admitiu ter agredido a mulher durante uma discussão.
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A filha de Leise, em desabafos, revelou que a mãe vivia em um relacionamento abusivo e mencionou os relatos de agressões que a vítima fazia. Leise afirmou que Edson era uma “pessoa ruim” e que a única razão para permanecer no casamento era o filho de três anos que tiveram juntos.
Na madrugada do dia 8, dia em que se celebra o Dia Internacional da Mulher, Edson telefonou para informar que Leise havia falecido. A verdade, no entanto, é que a mulher já estava morta desde as 7h da manhã, enquanto sua família acreditava que ela ainda estava viva.