O Diário Oficial da Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul (ALEMS) divulgou a nova composição das bancadas e dos blocos parlamentares após o término da janela partidária, que durou 30 dias e permitiu que os parlamentares mudassem de partido sem perder o mandato. Dentre os 24 parlamentares, 12 realizaram trocas de legenda, o que alterou consideravelmente a configuração das bancadas. O NOVO e o Avante são as novas siglas representadas, com as filiações de João Henrique Catan e Lídio Lopes, respectivamente.
Com as mudanças, o Partido Liberal (PL) se tornou o partido com a maior representação na Casa, passando de três para sete parlamentares. O PL perdeu João Henrique Catan para o NOVO, mas manteve Coronel David e Neno Razuk, além de contar com Mara Caseiro, Zé Teixeira, Lucas de Lima e Paulo Corrêa, que deixaram o PSDB, e Marcio Fernandes, que se transferiu do MDB.
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O PP, que elegeu Gerson Claro e Londres Machado em 2022, agora possui um terceiro membro com a entrada de Jamilson Name. No PSDB, a base se manteve estável com Pedro Caravina e Lia Nogueira, mas foi reforçada pela chegada de Paulo Duarte, aumentando a força política do partido.
A bancada do Republicanos cresceu de um para quatro integrantes, com a inclusão de Renato Câmara, Pedrossian Neto e Roberto Hashioka. Junior Mochi permanece como referência do MDB na ALEMS. Professor Rinaldo se juntou ao União Brasil, ampliando a presença da nova legenda na Casa.
O PT manteve a mesma composição, com Zeca do PT, Pedro Kemp e Gleice Jane permanecendo na sigla. Vale destacar que a decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) estabeleceu a fidelidade partidária, que condiciona as trocas de partido à janela partidária, conforme a Emenda Constitucional 91 de 2016 aprovada pelo Congresso Nacional.
Fora desse período, as mudanças de partido podem ocorrer apenas por justa causa, como desvio do programa partidário ou discriminação pessoal. Mudanças que não se enquadrarem nessas situações podem resultar na perda do mandato. Em 2018, o TSE definiu que apenas os eleitos que estejam no final do mandato podem aproveitar a janela partidária, limitando a migração de partidos em situações específicas.