O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) condenou o ex-governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, por abuso de poder político e econômico em sua campanha de reeleição de 2022. A decisão, tomada por 5 votos a 2, determina que ele ficará inelegível por oito anos, impedido de disputar eleições até 2030. Castro anunciou que irá recorrer da sentença.
A condenação ocorreu após um recurso do Ministério Público Eleitoral (MPE), que questionou uma decisão anterior do Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ) que havia rejeitado a cassação do mandato do ex-governador. O MPE alegou que Castro obteve vantagens indevidas na contratação de servidores temporários e na descentralização de recursos públicos.
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O julgamento envolveu vários ministros, com a presidente do TSE, Cármen Lúcia, ressaltando a gravidade das práticas cometidas. Os ministros que votaram pela inelegibilidade foram Maria Isabel Galotti, Antonio Carlos Ferreira, Floriano de Azevedo Marques, Estela Aranha e Cármen Lúcia.
Por outro lado, os ministros Nunes Marques e André Mendonça divergem, argumentando a falta de comprovação de que as contratações influenciaram o resultado das eleições. Marques destacou que a candidatura de Castro obteve mais de 58% dos votos no primeiro turno, superando seu adversário com uma margem significativa.