O regime da China fez uma exigência aos Estados Unidos: a libertação imediata do ditador da Venezuela, Nicolás Maduro, capturado pelos EUA durante uma operação militar em Caracas no último dia 3. Em sua justificativa, Pequim defendeu que o uso da força por parte de Washington representa um risco para a paz e a estabilidade na América Latina e no Caribe.
O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores chinês, Lin Jian, expressou em entrevista coletiva a grave preocupação de país asiático com a captura de Maduro e de sua esposa, Cilia Flores, e pediu aos EUA que garantam sua segurança pessoal enquanto estiverem fora da Venezuela e efetuem sua libertação imediata. Lin afirmou que a atuação de Washington viola claramente o direito internacional e as normas básicas que regem as relações internacionais, além de contrariar os propósitos e princípios da Carta das Nações Unidas.
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O regime de Xi Jinping acusou os EUA de recorrerem a um uso descarado da força contra um país soberano e de realizarem ações que, minam a soberania da Venezuela. O porta-voz disse ainda que estas ações ameaçam a paz e a estabilidade na América Latina e no Caribe, uma região que ele declarou ser considerada pela China uma zona de paz, e reiterou a oposição de seu país ao uso ou à ameaça do uso da força nas relações internacionais, bem como ao que descreveu como práticas de assédio hegemônico.
Em diversas respostas a jornalistas durante a coletiva, Lin insistiu que Washington deve cessar os esforços para minar o regime venezuelano e resolver a crise por meio do diálogo e da negociação. A China apoia que o Conselho de Segurança da ONU convoque uma reunião de emergência para tratar da situação e defendeu que o órgão cumpra com suas responsabilidades