O Irã é considerado um aliado importante das principais potências que disputam influência com os EUA no mundo atualmente, China e Rússia. No entanto, essa parceria não parece ser suficiente para uma cooperação militar em caso de um novo ataque americano.
Pequim, o maior comprador de petróleo do Irã, tem mantido um perfil discreto em meio à onda de protestos que tomou o país nas últimas semanas, limitando-se a pedir por meio da diplomacia que Washington não interfira em assuntos internos de outra nação. A China assinou um acordo de parceria estratégica com o Irã em 2021, que estabelece uma estrutura abrangente de cooperação nas áreas econômica, tecnológica, energética e de segurança.
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Por outro lado, o regime de Vladimir Putin adotou um tom mais alarmista, sugerindo que as possíveis consequências de uma ação militar dos EUA no Oriente Médio podem ser desastrosas não apenas para o Irã, mas para o mundo todo. Ellie Geranmayeh, especialista sênior em políticas públicas, disse que, em caso de uma guerra entre EUA e Irã, tanto os chineses quanto os russos priorizarão seu relacionamento bilateral com Washington.
A Rússia permaneceu praticamente em silêncio durante as semanas seguintes à eclosão de protestos em massa no Irã, que deixaram milhares de mortos. O regime de Putin permanece focado em manter sua guerra com a Ucrânia, enquanto precisa lidar com altos gastos com defesa para mantê-la.