A captura do ditador Nicolás Maduro por tropas de elite americanas no dia 3 de janeiro em Caracas não abalou o mercado internacional de petróleo. Apesar do anúncio do presidente Donald Trump de que empresas dos EUA retornariam à Venezuela para produzir petróleo, os preços da commodity seguem estáveis. A razão: incertezas sobre o futuro imediato da Venezuela, sua baixa relevância na produção mundial e a necessidade de investimentos massivos para reativar a indústria petrolífera. A Venezuela é responsável por cerca de 1% de toda a oferta global de petróleo, apesar de ter as maiores reservas mundiais. Além disso, grande parte da produção venezuelana é de petróleo pesado, que exige refinarias especializadas para processamento. Analistas ouvidos pela Gazeta do Povo avaliam que os acontecimentos não trarão oscilações disruptivas na oferta e, portanto, no preço internacional do barril de petróleo no curto prazo. A Organização dos Países Exportadores de Petróleo manteve seus planos de não aumentar a produção até março deste ano, descartando grandes disrupções na oferta global. O controle americano sobre a Venezuela não significa automaticamente posse do petróleo no subsolo, e enquanto a situação política não se definir, é impossível prever movimentos nos preços.
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