O Exército do Canadá elaborou um esquema teórico sobre uma possível resposta do país a uma invasão dos EUA. Os planos indicam que a resposta do Canadá à superioridade militar dos EUA seria o emprego de táticas semelhantes às utilizadas pelos afegãos contra a Rússia e os próprios EUA no século XX.
A modelagem realizada pelas forças armadas canadenses indica que o Exército do país não conseguiria resistir por mais de uma semana às forças americanas. O Canadá teria que aplicar a lógica da guerra de guerrilha, com táticas de emboscada e sabotagem realizadas por pequenas unidades paramilitares ou por civis armados.
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Os militares canadenses também antecipam em seu modelo que o país poderia solicitar a ajuda de duas nações europeias com armas nucleares, o Reino Unido e a França, para defender o território. O fato de o Exército canadense estar considerando, mesmo que teoricamente, uma invasão americana é um sinal da mudança drástica nas relações entre os dois países vizinhos.
Desde que venceu as eleições presidenciais em novembro de 2024, Trump sinalizou em inúmeras ocasiões seu interesse em anexar o Canadá e transformá-lo no 51º estado dos EUA. A emissora americana NBC informou que Trump aumentou suas queixas sobre a vulnerabilidade canadense no Ártico, um argumento semelhante ao que está utilizando para justificar seus desejos de anexação da Groenlândia.