Quando cruzam oceanos, desertos e continentes inteiros, muitas aves encontram em Campo Grande algo raro nas grandes cidades: um lugar para respirar. Entre parques urbanos, corredores verdes, árvores espalhadas pelos bairros e cursos d’água que cortam a cidade, a capital de Mato Grosso do Sul tornou-se um verdadeiro refúgio para espécies que percorrem milhares de quilômetros em rotas migratórias pelo planeta.
Levantamentos indicam que cerca de 400 espécies de aves vivem ou passam pela área urbana e periurbana de Campo Grande. Desse total, aproximadamente 20% são migratórias, aves que utilizam a cidade como ponto de descanso, alimentação ou até reprodução durante suas longas jornadas.
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A riqueza natural ganha ainda mais destaque neste momento em que a cidade se prepara para sediar a COP15 da Convenção sobre a Conservação de Espécies Migratórias de Animais Selvagens (CMS), conferência internacional da Organização das Nações Unidas (ONU) que ocorrerá entre 23 e 29 de março de 2026. Mais do que palco do evento, Campo Grande surge como um exemplo de como áreas urbanas podem conviver com a biodiversidade.
A pesquisadora e educadora ambiental Maristela Benites explica que a diversidade de aves na capital impressiona até mesmo especialistas. “Campo Grande tem aproximadamente 400 espécies de aves somente na área urbana e periurbana e podemos afirmar que cerca de 20% delas são migratórias”, afirma.