A Federação dos Trabalhadores em Educação de Mato Grosso do Sul (FETEMS) e seus 74 sindicatos filiados divulgaram, nesta quarta-feira (24), a atualização do Ranking Salarial dos Professores da Rede Estadual e das redes municipais. O levantamento indica que Campo Grande perdeu uma posição, caindo para o 6º lugar no Ranking Salarial, agora ocupada pelo município de Aquidauana. A remuneração dos professores com formação superior na capital sul-mato-grossense é de R$ 9.028,09, um aumento em relação ao valor anterior de R$ 8.851,42.
Apesar da melhoria nos salários, o Sindicato Campo-Grandense dos Profissionais da Educação Pública (ACP) enfatiza que essa conquista não resulta de ações isoladas da administração pública, mas de anos de organização e pressão da categoria. A presidenta da FETEMS, professora Deumeires Morais, ressaltou que o ranking serve como uma ferramenta para mobilização e conscientização social. Ela destacou que a divulgação dessas informações visa estimular o debate sobre a valorização dos profissionais da educação e a necessidade de cumprimento das legislações pertinentes.
A atualização do ranking foi feita em meio a negociações entre a ACP e a Prefeitura de Campo Grande. Na mesma data, a comissão de negociação da ACP participou de uma reunião com representantes do Município e da Comissão Permanente de Educação da Câmara Municipal, onde foram discutidas as reivindicações de aumento salarial de 5,4% para os profissionais. Detalhes das negociações não serão divulgados antes da apreciação da categoria.
Para discutir os encaminhamentos da reunião da Comissão Mista de Negociação (ACP/PMCG/CMCG), os profissionais filiados estão convocados para uma Assembleia Geral Extraordinária, marcada para esta quinta-feira (25), às 18 horas, no auditório da FETEMS. A direção sindical considera este um momento crucial para que a categoria avalie os resultados das negociações e delibere sobre os próximos passos.
O presidente da ACP, Gilvano Kunzler Bronzoni, ressaltou a relevância da organização sindical na luta pelos direitos dos professores. Ele destacou que a história da categoria demonstra que nenhum avanço é alcançado sem mobilização. A participação ativa nas assembleias e o fortalecimento da entidade sindical são fundamentais para garantir a valorização dos profissionais da educação.
