Campo Grande mantém um projeto de esporte paralímpico que atende cerca de 80 pessoas com deficiência em dois polos da cidade, focando no desenvolvimento esportivo, inclusão social e melhoria da qualidade de vida. As atividades incluem treinos de paratletismo No Parque Ayrton Senna e futebol PC no Rádio Clube Campo, tornando-se um espaço importante para a prática esportiva na capital.
Os treinos de paratletismo são realizados de segunda a sexta-feira, das 7h30 às 10h30, No Parque Ayrton Senna. O futebol PC acontece às terças e quintas-feiras, no mesmo horário, no Rádio Clube Campo. A participação é gratuita e destinada a pessoas com deficiência a partir dos 12 anos. A prefeitura informa que o projeto abrange diferentes tipos de deficiência, como física, visual e intelectual.
Para se inscrever, os interessados devem procurar a equipe técnica nos locais de treino, onde são realizadas as inscrições e os encaminhamentos para as atividades. A coordenadora do Núcleo Paralímpico, Yara Yule, destaca que os resultados alcançados ao longo dos anos têm consolidado o projeto como uma referência no paradesporto nacional. Ela ressalta que a iniciativa tem orgulho dos atletas que se destacam, incluindo medalhistas e beneficiados com bolsas de apoio, tanto federal quanto estadual.
No futebol PC, atualmente, cinco atletas estão convocados para a seleção brasileira, evidenciando a relevância de Campo Grande na formação de talentos nessa modalidade. O professor Daniel Sena, que atua no projeto há sete anos, enfatiza que o trabalho vai além da preparação para competições, abrangendo desde a iniciação esportiva até o alto rendimento no paratletismo, conforme os padrões da Funesp (Fundação Municipal de Esportes).
"Trabalhamos com todos os grupos: corrida, salto, arremessos e também com a Petra, tricicleta usada por atletas com paralisia cerebral", explicou. Ele destaca que o objetivo é atender a pessoa com deficiência, independentemente de seu potencial competitivo. O projeto já revelou diversos atletas, que têm se destacado em competições como o Campeonato Brasileiro, onde um dos participantes, Bruno Alves, ficou em segundo lugar e, a partir de 2024, conquistou medalhas de primeiro lugar.
Além disso, em 2025, Bruno foi pré-convocado para o Parapan-Americano no Chile, onde representou o Brasil e conquistou medalha nos 100 metros. Para Audrey Gonzaga, de 22 anos, o esporte representou uma transformação significativa em sua vida. "Foi um divisor de águas. Antes eu era desacreditada e não tinha muitos planos. Agora, tenho mais autonomia, confiança e objetivos. O esporte é a minha vida e meu sonho é chegar aos Jogos Paralímpicos", compartilhou.
