Os Caminhos Que Devem Guiar a Próxima Decisão do BC, Segundo XP e Santander

XP e Santander preveem Selic em 15% até fim de 2025. Cortes graduais são esperados a partir de março de 2026, refletindo a cautela do Banco Central.
Os Caminhos Que Devem Guiar a Próxima Decisão do BC, Segundo XP e Santander

Analistas preveem manutenção da Selic em 15% até fim de 2025, com cortes graduais a partir de março de 2026 devido a fatores econômicos e políticos.

XP e Santander preveem Selic em 15% até fim de 2025. Cortes graduais são esperados a partir de março de 2026, refletindo a cautela do Banco Central.

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O Banco Central brasileiro se prepara para a última decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) de 2025, e as expectativas do mercado, representadas por especialistas da XP e Santander Asset Management, apontam para a manutenção da taxa Selic em 15% ao ano. A postura cautelosa do Copom deve prevalecer, mesmo diante de sinais de desaceleração da inflação e da atividade econômica, seguindo a diretriz de manter os juros em patamares elevados por um “período bastante prolongado”.

A estratégia de “esperar para ver” os dados econômicos tem sido a tônica do Banco Central desde junho, reforçando a prudência antes de qualquer ajuste na política monetária. Embora o cenário atual seja considerado positivo, com inflação sob controle e desaceleração da atividade, o início do ciclo de cortes nos juros ainda gera divergências. A maioria dos analistas projeta o primeiro corte para março de 2026, com uma redução de 0,50 ponto percentual, embora uma flexibilização já em janeiro não seja totalmente descartada.

Fatores Determinantes para o Futuro da Selic

Diversos fatores contribuem para a cautela do Banco Central e dos analistas. Para a XP, a inflação ainda acima da meta, o mercado de trabalho aquecido e o período eleitoral de 2026, que pode trazer estímulos fiscais, justificam um início mais tardio para o afrouxamento monetário.

A saída de membros mais conservadores da diretoria do Banco Central também adiciona um elemento de incerteza ao processo decisório futuro, exigindo uma análise mais aprofundada das novas composições.

O ambiente político pós-eleições de 2026 será crucial para determinar a extensão do ciclo de cortes, que pode variar entre 2,00 e 3,00 pontos percentuais, conforme apontado por Luciano Rais, da Santander Asset. O câmbio é outro risco relevante; juros elevados atuam como uma proteção contra a volatilidade externa, e cortes prematuros poderiam enfraquecer essa defesa.

Além disso, o movimento do Federal Reserve, banco central dos Estados Unidos, no início de seus próprios cortes de juros, deve influenciar diretamente as decisões do Copom no Brasil.

A projeção da XP indica um ciclo de afrouxamento monetário composto por seis cortes consecutivos de 0,5 ponto percentual, com início previsto para março de 2026. Sob este cenário, a taxa Selic atingiria 12% ao ano.

Essa trajetória reflete a expectativa de um Banco Central vigilante, que priorizará a estabilidade macroeconômica e a convergência da inflação à meta antes de promover reduções mais agressivas na taxa básica de juros.