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Café da manhã de R$ 618 mil para deputados gera indignação em MS

Uma licitação no valor de R$ 618 mil destinada a fornecer café da manhã exclusivo para deputados estaduais de Mato Grosso do Sul causa revolta entre os contribuintes. A população critica o gasto elevado e sugere que os parlamentares arcam com as despesas.
Gerson Claro é presidente da Alems desde 2022. (Foto: Divulgação/Alems)
Gerson Claro é presidente da Alems desde 2022. (Foto: Divulgação/Alems)

A proposta de licitação que prevê um investimento superior a R$ 618 mil apenas para o fornecimento de café da manhã a deputados estaduais de Mato Grosso do Sul provocou uma onda de indignação entre a população. Nas redes sociais, diversos contribuintes expressaram seu descontentamento com a ideia de financiar refeições luxuosas com recursos públicos. Os parlamentares, que recebem um salário fixado em R$ 48.200,46, além de indenizações de até R$ 64 mil, foram alvos de críticas sobre a necessidade desse tipo de despesa.

O cardápio, que terá um custo médio mensal de R$ 2,1 mil por deputado, inclui opções como canapés de cream cheese, uma seleção de frios e sobremesas sofisticadas. O aviso da licitação foi publicado no diário do Legislativo em 1º de junho, com a sessão marcada para 16 de junho. O edital estipula que a empresa vencedora deve fornecer materiais de alta qualidade, enfatizando a busca por um serviço que atenda a um padrão elevado.

A Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul (Alems), liderada por Gerson Claro, defendeu a contratação como necessária para garantir condições adequadas de trabalho aos deputados. A justificativa da Alems menciona que o gasto com o que foi chamado de ‘café luxuoso’ é “tecnicamente viável, economicamente vantajosa e alinhada ao interesse público”.

Entretanto, essa justificativa não convenceu a opinião pública, que se manifestou contrária à proposta. Nos comentários nas redes sociais do Jornal Midiamax, leitores criticaram a despesa e exigiram maior responsabilidade com o uso do dinheiro público. Uma internauta questionou: “Desde quando uma pessoa come mais de R$ 2 mil em um café da manhã?”. Outro contribuinte sugeriu que os deputados deveriam preparar suas refeições em casa, expressando a indignação com o valor elevado.

A insatisfação se estendeu a profissionais de áreas como educação, saúde e segurança pública, que relataram a realidade de suas profissões, onde a arrecadação para um simples café é uma necessidade. Uma eleitora sul-mato-grossense enfatizou que a situação é insustentável para quem vive com menos de um salário mínimo, pedindo aos parlamentares que reconsiderem seus gastos.

Na sessão do dia 3 de junho, véspera do feriado de Corpus Christi, a reportagem buscou ouvir a opinião dos deputados sobre a proposta de compra. Enquanto alguns defendiam a necessidade do fornecimento das refeições, outros afirmaram não ter conhecimento sobre o gasto proposto, evidenciando a divisão de opiniões dentro da Assembleia.