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Bolsonaro presta depoimento sobre arma apreendida em blitz de trânsito

O ex-presidente Jair Bolsonaro foi ouvido pela Polícia Civil do Distrito Federal a respeito de uma arma registrada em seu nome, apreendida durante uma abordagem policial. O depoimento durou apenas cinco minutos e ocorreu em sua residência, onde cumpre prisão domiciliar.
Ex-presidente Jair Bolsonaro. (Foto: Vinícius Schmidt/Metrópoles)
Ex-presidente Jair Bolsonaro. (Foto: Vinícius Schmidt/Metrópoles)

Nesta terça-feira (23), Jair Bolsonaro, ex-presidente e membro do PL, compareceu à Polícia Civil do Distrito Federal para prestar depoimento sobre uma arma de fogo que está registrada em seu nome. A arma foi apreendida durante uma blitz de trânsito em Brasília. O advogado Paulo Cunha Bueno, que representa Bolsonaro, informou que o ex-chefe do Executivo reiterou ao Supremo Tribunal Federal (STF) as declarações feitas anteriormente e explicou que havia solicitado a um segurança militar que realizasse um reparo na arma.

Os policiais chegaram ao condomínio onde Bolsonaro reside por volta das 14h30 e permaneceram no local por aproximadamente 40 minutos. O depoimento, segundo o advogado, teve uma duração de apenas cinco minutos. A situação envolvendo a arma ocorreu na semana anterior, quando o segurança Estácio Leite da Silva Filho foi abordado em uma blitz a 33 quilômetros da residência do ex-presidente, portando uma Glock de calibre nove milímetros, que é registrada em nome de Bolsonaro.

Em razão do episódio, a Polícia Civil do Distrito Federal instaurou um inquérito para investigar a posse da arma pelo segurança. Além disso, solicitou ao ministro do STF, Alexandre de Moraes, a oitiva de Bolsonaro por videoconferência. Moraes autorizou a coleta de depoimento, mas estipulou que a audiência fosse realizada presencialmente, em cumprimento à decisão judicial que proíbe o uso de dispositivos eletrônicos por Bolsonaro.

No ofício encaminhado ao gabinete de Moraes, a defesa de Bolsonaro argumentou que a entrega da arma ao segurança ocorreu após a constatação de que o percussor estava inoperante, e que o ex-presidente havia solicitado o conserto do dispositivo. O advogado destacou que Bolsonaro esclareceu todas as questões durante o depoimento e que não houve intenção de desrespeitar qualquer norma legal. Em sua declaração, ele classificou o episódio como criminalmente acromático e expressou expectativa pelo arquivamento do inquérito em trâmite.

A situação da arma apreendida será crucial para a avaliação de Moraes sobre a continuidade da prisão domiciliar de Bolsonaro. O deputado Lindbergh Farias, do PT do Rio de Janeiro, requereu ao ministro que o ex-presidente seja encaminhado a um estabelecimento prisional. Desde março, Bolsonaro cumpre prisão domiciliar temporária, após ser diagnosticado com pneumonia, e, após a alta hospitalar, Moraes permitiu sua transferência do 19.º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal para sua residência, acatando um pedido de prisão domiciliar humanitária devido à necessidade de cuidados médicos contínuos.