O ex-presidente dos Estados Unidos Bill Clinton e a sua esposa, a ex-secretária de Estado Hillary Clinton, recusaram-se a testemunhar perante um comitê da Câmara dos Representantes sobre o caso do financista Jeffrey Epstein. Em agosto do ano passado, o Comitê de Supervisão da Câmara dos Estados Unidos havia intimado o Departamento de Justiça e ex-autoridades dos partidos Republicano e Democrata, incluindo o casal Clinton, para obter informações sobre o caso de Epstein.
Os Clinton afirmaram em uma carta que cada pessoa deve decidir quando já viu ou teve o suficiente e quando está preparada para lutar por este país, seus princípios e seu povo, independentemente das consequências. Eles acusaram o presidente do comitê, o republicano James Comer, de ter tentado desviar a atenção dos supostos vínculos de Trump com o financista.
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Comer adiantou que, na próxima semana, o comitê iniciará os procedimentos para declarar Bill Clinton em ‘desacato ao Congresso’. O DOJ começou a divulgar todos os documentos sobre as acusações federais contra Epstein em dezembro.
Trump sempre negou conhecimento ou participação no esquema de tráfico sexual de Epstein e nunca foi acusado por fatos relacionados, assim como Clinton. O democrata apareceu em fotos divulgadas em dezembro ao lado de Epstein e da socialite inglesa Ghislaine Maxwell, que foi sócia e namorada do financista e cumpre pena de 20 anos de prisão por acusações relacionadas ao esquema.