Em um movimento que segue a iniciativa da Prefeitura do Rio de Janeiro, a Prefeitura de Belo Horizonte anunciou, nesta terça-feira (14), a proibição da publicidade de empresas de apostas esportivas, conhecidas como bets, em espaços públicos. O decreto, assinado pelo prefeito Álvaro Damião, estabelece restrições rigorosas para a divulgação dessas operadoras.
O novo regulamento proíbe a instalação de qualquer tipo de publicidade, seja estática ou digital, que promova apostas de quota fixa em locais vinculados à gestão municipal. Além disso, fica vetado o anúncio de apostas em um raio de 100 metros de escolas, museus e outros equipamentos públicos voltados ao atendimento de crianças e adolescentes. Damião enfatizou que não serão aceitas parcerias com casas de apostas em eventos promovidos pela Prefeitura.
"A partir de agora é proibido em Belo Horizonte anúncios de bets em mobiliários urbanos, pontos de ônibus e móveis municipais em áreas concedidas pela Prefeitura e em eventos promovidos pelo poder público. Também estamos proibindo propaganda de casos de apostas num raio de 100 metros de escolas, museus e equipamentos públicos voltados ao atendimento de crianças e adolescentes", declarou o prefeito, ressaltando a importância da medida para a proteção dos jovens.
O prefeito também abordou a questão do vício associado às apostas, comparando-o ao vício do cigarro. Ele afirmou que, embora as pessoas tenham liberdade para escolher suas atividades, cabe ao poder público agir para conscientizar a população sobre os riscos envolvidos. "Precisamos conscientizar que apostas viciam. O que não podemos, como gestores, é virar as costas e achar que não temos nada a ver com isso", completou Damião.
Essa decisão de Belo Horizonte surge um dia após a Prefeitura do Rio de Janeiro ter imposto restrições semelhantes à publicidade de apostas em sua cidade. O prefeito carioca, Eduardo Cavaliere, também fez comparações entre a ludopatia e o vício do tabagismo, ressaltando que o combate às apostas deve seguir o mesmo princípio de proteção à saúde pública que foi aplicado no controle do tabagismo no Brasil.
Cavaliere destacou que a luta contra as bets é uma questão de saúde coletiva e que o poder público deve intervir para proteger a população. Ele afirmou que a cidade do Rio de Janeiro se tornaria um exemplo nacional no combate a essa prática, enfatizando que políticas públicas consistentes podem levar a mudanças significativas no comportamento da sociedade.
