Presidentes de Flamengo e Palmeiras intensificam embate sobre o uso de gramados artificiais no futebol brasileiro, trocando acusações e defendendo suas posições.
A disputa entre Bap (Flamengo) e Leila Pereira (Palmeiras) sobre gramados sintéticos esquenta, com propostas à CBF e fortes declarações de ambos os lados.
INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL
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A polêmica em torno do uso de gramados sintéticos no futebol brasileiro ganhou um novo e acalorado capítulo. Luiz Eduardo Baptista, conhecido como Bap, presidente do Flamengo, e Leila Pereira, mandatária do Palmeiras, voltaram a se confrontar publicamente, intensificando a discussão que divide clubes e dirigentes.
O embate reacendeu após Bap protocolar uma proposta na Confederação Brasileira de Futebol (CBF) pela padronização dos campos da elite nacional e o fim do que ele chama de “campo de plástico”.
Bap reforçou sua forte oposição aos gramados artificiais, argumentando que eles não oferecem as condições adequadas para o futebol de alto rendimento. Ele criticou a proliferação desses campos no Brasil, destacando a ausência de sua utilização nas principais ligas europeias e sul-americanas.
O dirigente rubro-negro foi além, disparando que “quem quer viver de show em estádio tem que deixar o futebol e migrar para o show business”, em clara alusão aos clubes que utilizam seus estádios para múltiplos eventos, como o Allianz Parque do Palmeiras.
Em resposta, Leila Pereira não poupou críticas ao Flamengo e a Bap. Em nota oficial, a presidente palmeirense ironizou a “demora” do clube carioca em contribuir com o debate sobre o futebol brasileiro, mencionando a ausência do Flamengo em discussões anteriores na CBF e na LIBRA.
Ela classificou as alegações de Bap como “fake news”, afirmando que não há evidências científicas de que os gramados sintéticos ofereçam maior risco de lesões aos atletas.
Leila defendeu veementemente o uso do gramado artificial, citando o próprio Palmeiras como exemplo. Segundo ela, desde a implementação do sintético no Allianz Parque em 2020, o clube figura entre os da Série A com menor número de jogadores lesionados.
A dirigente também provocou o Flamengo sobre a falta de um estádio próprio, sugerindo que, “no dia em que tiver um estádio próprio, pode instalar nele o tipo de gramado que quiser”, assim como o Palmeiras e a Arena Crefisa Barueri fizeram.
A proposta do Flamengo à CBF detalha diversos pontos que justificariam a exclusão do gramado artificial. Entre eles, a incompatibilidade com o futebol de alto rendimento praticado nas grandes ligas mundiais, a manifestação de jogadores contra esse tipo de superfície e estudos que indicam prejuízos à saúde e aumento de lesões. O clube carioca sugeriu um período de transição até 2027 para a Série A e 2028 para a Série B, além de propor padrões mínimos de qualidade tanto para gramados sintéticos (enquanto existirem) quanto para os naturais.
O futuro dos campos de futebol no Brasil
Este embate entre duas das figuras mais influentes do futebol brasileiro sublinha a polarização em torno de uma questão fundamental para o esporte. Enquanto um lado busca preservar a “essência” do jogo e a segurança dos atletas em gramados naturais, o outro defende a modernidade, a multifuncionalidade dos estádios e a segurança comprovada de tecnologias avançadas.
A CBF terá um papel crucial na mediação e na definição dos rumos dos campos de jogo no país, impactando diretamente a qualidade técnica e a integridade física dos protagonistas.