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Aumento de confrontos em MS não está ligado a decisão dos EUA sobre facções, afirma capitão

O Subcomandante do Batalhão de Choque, capitão Clemente, desassociou o crescimento dos confrontos policiais em Mato Grosso do Sul da recente classificação de facções como terroristas pelos EUA, atribuindo a violência ao crime organizado.
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perturbado", também foi morto em um confronto com o Batalhão de Choque em Sidrolândia, a 70 quilômetros da capital. Já em 6 de junho, M.O.M.S, de 19 anos, perdeu a vida em uma ação similar no Jardim Tijuca, em Campo Grande. Em um evento que ocorreu em 5 de junho, C.D.F.M., de 25 anos e A.C.C.R., de 28 anos, foram mortos em Rio Verde, município situado a 203 quilômetros de Campo Grande.

O capitão Clemente, ao abordar a situação dos confrontos na região norte do Estado, classificou o aumento como esporádico. Ele explicou que a violência não se limita a uma única área, mas se espalha por todo o Estado, que possui cinco divisas e duas fronteiras, o que facilita a ocorrência de crimes em diferentes localidades. "Na verdade, os confrontos ocorrem no Estado inteiro", afirmou.

Dados da Secretaria de Justiça e Segurança Pública (Sejusp-MS) indicam que, entre 1º de janeiro e 9 de junho de 2026, 50 pessoas morreram em confrontos com agentes de segurança em Mato Grosso do Sul. Dentre essas mortes, 8 ocorreram em janeiro, 5 em fevereiro, 9 em março, 9 em abril, 14 em maio e 5 em junho. Do total, 47 vítimas eram homens, 1 era mulher e 2 não tiveram o sexo divulgado. Em termos de faixa etária, 24 eram adultos, 19 jovens, 3 adolescentes e 2 idosos, enquanto 2 não tiveram essa informação divulgada.

Em 2025, o número de mortes em confrontos policiais foi de 73. As mortes registradas em situações de confronto com a polícia são classificadas como homicídio decorrente de oposição à intervenção policial. As ações que resultam em confrontos ocorrem em diversas circunstâncias, como abordagens policiais, roubos, flagrantes de tráfico de drogas e policiamento ostensivo em bairros.