Mato Grosso do Sul enfrenta um aumento significativo nos casos de ferrugem asiática da soja, totalizando 70 ocorrências durante a safra 2025/2026, conforme dados do Consórcio Antiferrugem divulgados em abril. A doença, que compromete a saúde das lavouras, foi identificada em 23 municípios, evidenciando a sua propagação ao longo dos meses no estado.
A análise mensal revela uma concentração dos casos durante o período de maior desenvolvimento da cultura. Em novembro, foi registrado um foco, que aumentou para 21 ocorrências em dezembro. O número atingiu seu pico em janeiro, com 41 casos confirmados. Nos meses seguintes, a situação apresentou uma desaceleração, com apenas 6 registros em fevereiro e 1 em março. Até abril, não foram contabilizados novos casos.
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O município de Naviraí lidera a lista com 16 ocorrências, seguido por Sete Quedas, que registrou 8, e Amambai, com 5 casos. Aral Moreira contabiliza 4 focos, enquanto Dourados, Itaquiraí, Laguna Carapã, Maracaju e Ponta Porã apresentam 3 ocorrências cada. Outros municípios como Bonito, Caarapó, Coronel Sapucaia, Ivinhema e Itaporã têm 2 casos registrados, e Anaurilândia, Campo Grande, Guia Lopes da Laguna, Juti, Nova Alvorada do Sul, Rio Brilhante, São Gabriel do Oeste e Sidrolândia possuem 1 ocorrência cada.
A ferrugem asiática é uma doença que reduz a capacidade fotossintética das plantas, provoca desfolha precoce e prejudica a formação dos grãos. As condições climáticas, caracterizadas por calor intenso e alta umidade, favorecem a propagação da doença, especialmente nas regiões sul e sudoeste do estado. No ciclo anterior, Mato Grosso do Sul registrou apenas 12 ocorrências, evidenciando um aumento alarmante na situação atual.
Com a safra 2025/2026 em andamento, é essencial que os produtores estejam atentos às práticas de manejo e monitoramento para minimizar os impactos da ferrugem asiática nas lavouras de soja, que desempenham um papel crucial na economia local e nacional.