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Audiência sobre fraudes no Detran-MS pode ouvir réus nesta sexta-feira

A juíza Eucélia Moreira Cassal vai ouvir os réus David Chita e Yasmin Osório em caso de fraudes no Detran-MS, com possibilidade de novas provas sendo solicitadas.
David Chita e Yasmin Osório são réus por fraudes no Detran-MS — Foto: David Chit
David Chita e Yasmin Osório são réus por fraudes no Detran-MS — Foto: David Chit

A juíza Eucélia Moreira Cassal, responsável pela 3ª Vara Criminal de Campo Grande, conduzirá nesta sexta-feira (22) uma audiência para ouvir os réus envolvidos em um caso de fraudes no Detran-MS (Departamento Estadual de Trânsito de Mato Grosso do Sul). Entre os réus está David Cloky Hoffamann Chita, que enfrenta várias acusações de corrupção no órgão. Além dele, a ex-servidora comissionada da Corregedoria do Detran-MS, Yasmin Osório Cabral, também é ré na ação penal, assim como os despachantes Hudson Romero e Edilson Cunha.

A expectativa é de que a juíza possa até proferir uma sentença após a audiência, embora essa possibilidade seja considerada remota. Após ouvir os réus e testemunhas, a juíza poderá permitir que as partes solicitem a apresentação de novas provas, o que poderia impactar o andamento do processo.

David e Yasmin, que já estiveram presos durante o processo, atualmente estão em liberdade, mas David ainda utiliza uma tornozeleira eletrônica como medida cautelar. A Defesa de Yasmin, representada pelo advogado Ewerton Belinati, planeja solicitar a reabertura do prazo para a apresentação de uma nova defesa. Esse pedido já havia sido negado anteriormente, mas o advogado afirmou que será reapresentado nas alegações finais.

Caso o pedido da Defesa de Yasmin seja aceito, o processo poderá ser atrasado, já que o juiz e o Ministério Público teriam que analisar a nova solicitação, podendo resultar na convocação de novas audiências para ouvir outras testemunhas. Atualmente, o processo está na fase de audiências para ouvir as testemunhas, e no último dia 14, a juíza ouviu as testemunhas de defesa de David.

As investigações conduzidas pelo Dracco (Departamento de Repressão à Corrupção e ao Crime Organizado) indicam que David Chita teria conseguido liberar documentações de veículos com restrições, enquanto Yasmin recebia propinas para dar baixas em caminhões com restrições de forma clandestina, em parceria com o despachante. Documentos sigilosos revelam que David teria pago a Yasmin em bens, incluindo um iPhone 15 Pro Max, joias e eletrônicos, além de valores em dinheiro transferidos via Pix.

A primeira audiência do caso ocorreu no final de janeiro, e na ocasião, as defesas de David e Yasmin optaram por não fornecer detalhes adicionais sobre a situação. O desdobramento deste caso continua a ser acompanhado de perto, com implicações significativas para os envolvidos.