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Atualização do Zoneamento Agrícola de Risco Climático traz novas diretrizes para cultivo

O Zoneamento Agrícola de Risco Climático foi revisado, incorporando novas classificações de solos e dados climáticos, conforme publicado no Diário Oficial da União.
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O Zoneamento Agrícola de Risco Climático (Zarc) para o milho grão passou por uma atualização significativa, com novas diretrizes publicadas no Diário Oficial da União (DOU) na última sexta-feira, dia 10. Essa revisão inclui uma nova classificação dos solos, levando em consideração a capacidade de água disponível, além de uma atualização das séries históricas climáticas.

As mudanças no Zarc refletem a crescente variabilidade climática observada nos últimos anos, marcada por eventos extremos como secas e chuvas intensas. Para o cálculo do Risco Climático, são utilizadas séries de dados meteorológicos com uma abrangência de 30 anos, que incluem informações sobre temperaturas máximas, mínimas e médias, precipitação e evapotranspiração de referência.

Uma das inovações trazidas pela atualização é a adoção de seis classes de água disponível no solo, que vão de AD1, representando baixa retenção, a AD6, que indica alta retenção de água. Essa nova classificação substitui a anterior, que considerava apenas três grupos de solos. Pesquisadores da Embrapa, responsáveis pela elaboração do Zarc, destacam que essa nova abordagem permite uma caracterização mais precisa das condições de cultivo em diferentes ambientes.

A capacidade de armazenamento de água nos solos é influenciada por suas características físicas, e não apenas pela textura, o que torna a nova classificação ainda mais relevante para a agricultura. Além disso, a atualização incorpora dados meteorológicos recentes, ampliando a base de informações sobre chuvas e temperaturas, obtidas de um maior número de estações meteorológicas.

Esses dados são fundamentais para a definição das melhores épocas de semeadura, minimizando os riscos climáticos para os produtores em diversas regiões do país. Com essas melhorias, o Zarc se torna uma ferramenta ainda mais eficiente para apoiar os agricultores na tomada de decisões estratégicas.