ANUNCIE AQUI TOPO

Ataques aéreos na Ucrânia resultam em 14 mortos e aumento das tensões antes da cúpula da Otan

Um novo ataque da Rússia em Kiev deixou ao menos 14 mortos e mais de 60 feridos, intensificando os apelos por mais apoio militar à Ucrânia antes da reunião da Otan. O presidente Volodymyr Zelensky destacou a urgência de reforçar a defesa aérea do país.
Design-sem-nome-2026-07-06T080053.934

Na manhã desta segunda-feira (6), a Rússia realizou ataques com mísseis e drones contra prédios residenciais em Kiev, resultando na morte de pelo menos 14 pessoas. Este foi o segundo bombardeio em uma semana e ocorreu um dia antes do início de uma importante reunião de cúpula da Otan, marcada para terça-feira (7) em Ancara, Turquia.

O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, pediu aos países aliados que tomem "decisões firmes" para aumentar o fornecimento de sistemas de defesa aérea à Ucrânia, em resposta a este novo ataque. O bombardeio destruiu andares superiores de um bloco de apartamentos e causou estragos significativos na capital, onde jornalistas da AFP relataram ter ouvido mais de 10 explosões durante um alerta de mísseis balísticos durante a noite.

Este ataque utilizou mísseis balísticos, que são mais difíceis de interceptar, levando Zelensky a solicitar a entrega de mísseis avançados do sistema Patriot, fabricado nos Estados Unidos. Ele enfatizou a importância de que os aliados, especialmente os Estados Unidos e parceiros europeus, saiam da cúpula da Otan com decisões concretas em apoio à defesa aérea da Ucrânia.

De acordo com Zelensky, os últimos ataques resultaram no lançamento de 68 mísseis e 351 drones, deixando mais de 60 pessoas feridas. As autoridades de Vyshneve, um subúrbio de Kiev, alertaram os moradores sobre a possível presença de munições não detonadas entre os escombros, sugerindo uma evacuação cautelosa na área.

No distrito de Podilski, na zona norte da capital, os moradores vivenciaram momentos de pânico. Oleksandr Bakhlukov, residente local, descreveu as explosões que ocorreram à 1h30 como extremamente poderosas, com uma onda expansiva que quebrou todas as janelas de sua casa. Ele mencionou que houve novos ataques subsequentes.

A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, também comentou sobre a urgência da situação, afirmando que os ataques demonstram a necessidade de mais defesa aérea para a Ucrânia e que essa questão será debatida na cúpula da Otan.