A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) anunciou, na última segunda-feira (22), a revogação da suspensão de parte dos produtos da Ypê, anteriormente suspensos devido à suspeita de contaminação e ao descumprimento das normas de Boas Práticas de Fabricação pela Química Amparo, responsável pela fabricação dos itens. A nova decisão foi divulgada no Diário Oficial da União e altera a situação de pelo menos três trechos da deliberação anterior.
A mudança no status ocorreu após a apresentação de novos documentos e laudos pela empresa, que demonstraram resultados satisfatórios nos testes realizados. Com isso, a Anvisa descartou a possibilidade de que os produtos em questão contivessem substâncias nocivas à saúde, permitindo a comercialização de detergentes e desinfetantes fabricados a partir de 1º de janeiro de 2026.
Entretanto, a suspensão ainda se mantém sobre alguns produtos da Ypê. Entre eles, o lava-louças Ypê e os desinfetantes Bak e Pinho Ypê, que possuem lotes com terminação “1” fabricados até 31 de dezembro de 2025. No caso dos lava-roupas líquidos Tixan Ypê, a restrição permanece em vigor para os lotes que terminam em “1” e que foram produzidos até 31 de março de 2026.
A lista de produtos que foram liberados inclui: lava-louças com enzimas ativas Ypê, lava-louças concentrado Ypê Green e lava-louças Ypê toque suave. Além disso, a Ypê anunciou que realizará o recolhimento voluntário de produtos fabricados até 31 de março de 2026, como parte de uma estratégia de mitigação de riscos e normalização operacional, com o plano aprovado pela Diretoria Colegiada da Anvisa.
Os produtos que estão sendo recolhidos incluem o lava-roupas líquido Tixan Ypê Combate ao Mau Odor, o Tixan Ypê Cuida das Roupas, o Tixan Ypê Antibac, o Tixan Ypê Coco e Baunilha, o Tixan Ypê Green, o Tixan Ypê Express e o Tixan Ypê Primavera, além do Tixan Ypê Power Act.
A medida inicial de suspensão foi tomada em 1º de abril de 2026, após a constatação de falhas durante uma inspeção sanitária realizada em conjunto com órgãos estaduais e municipais em São Paulo, no dia 7 de maio. Após a apresentação de um recurso por parte da Química Amparo, a decisão anterior foi mantida em 15 de maio pela Diretoria Colegiada da Anvisa, que decidiu por unanimidade pela continuidade da suspensão dos produtos.
