Um advogado de 25 anos, detido por suspeita de realizar um saque fraudulento de benefício previdenciário, teve seu registro profissional suspenso pela Ordem dos Advogados do Brasil (OAB). A decisão foi divulgada na manhã desta quarta-feira (20) no Diário Eletrônico da OAB, após investigações realizadas pela Polícia Federal (PF).
O advogado é um dos envolvidos em um esquema que resultou no saque de um salário-maternidade rural destinado a uma indígena. De acordo com a PF, no último dia 12 de maio, foram apreendidos em uma agência bancária em Campo Grande cerca de R$ 32 mil em espécie, além de dois celulares e um caderno de anotações. Juntamente com o advogado, estavam duas mulheres, de 21 e 26 anos, no momento da operação.
Durante a audiência de custódia realizada em 13 de maio, a jovem de 21 anos declarou ter três filhos e negou ser indígena, afirmando que foi o advogado quem a abordou, assegurando que ela tinha direito ao benefício e que ele cuidaria da solicitação. A mulher de 26 anos, por sua vez, admitiu ter solicitado o benefício, mas também negou ser indígena. O advogado, por sua vez, decidiu não se manifestar durante a audiência.
Em decorrência do caso, a OAB decidiu suspender o registro do advogado, o que significa que ele está impedido de exercer a advocacia. O juiz substituto da 3ª Vara Federal de Campo Grande determinou que o advogado pagasse uma fiança de R$ 10 mil para ser liberado, além de uma suspensão cautelar do exercício da profissão por um período de 180 dias. Durante esse tempo, ele será monitorado por meio de tornozeleira eletrônica.
