O acordo comercial entre a União Europeia (UE) e o Mercosul está prestes a ser assinado, criando a maior zona de livre comércio do planeta. O acordo representa uma grande oportunidade para o agronegócio brasileiro, que poderá competir em igualdade de condições em mercado de alto poder aquisitivo.
A União Europeia não está buscando apenas ‘comprar mais’, mas sim construir previsibilidade de suprimentos e diversificação geoeconômica em ambiente internacional instável. O acordo também traz previsibilidade regulatória, permitindo que o Brasil opere sob normas modernas e com estabilidade necessária para atrair capital produtivo.
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No entanto, a indústria brasileira encara o acordo com cautela e esperança, pois o pacto representa chance de interromper o definhamento das exportações industriais para a Europa e reposicionar o país em mercado estratégico de alto valor agregado. O acesso preferencial ao mercado europeu abre portas para exportações industriais brasileiras, com expectativa de modernização produtiva e inovação tecnológica por meio de cooperação científica com a UE.
O acordo também estabelece regras modernas em propriedade intelectual e padrões sanitários, alinhando o país às melhores práticas internacionais e elevando a sofisticação técnica da produção. A indústria europeia domina o fornecimento de alta tecnologia, e o acordo preserva instrumentos essenciais de política industrial e assegura prazos de adaptação para setores sensíveis como o automotivo.