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Ação do MPMS investiga esquema de extorsão digital com falsa organização secreta

Ministério Público de Mato Grosso do Sul realiza operação contra extorsão digital, cumprindo mandados em diversos estados e apreendendo equipamentos eletrônicos. Investigação revela uso de engenharia social para ameaçar vítimas com supostas promessas financeiras.
Dispositivos eletrônicos apreendidos serão periciados para rastrear atuação do g
Dispositivos eletrônicos apreendidos serão periciados para rastrear atuação do g

O Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS) lançou, na quinta-feira (23), a "Operação Illuminati", visando à investigação de crimes de extorsão no ambiente digital. A ação é coordenada pela Unidade de Combate aos Crimes Cibernéticos (UICC) em parceria com a 16ª Promotoria de Justiça de Campo Grande.

Durante a operação, foram cumpridos quatro mandados judiciais, sendo dois de prisão preventiva e dois de busca e apreensão. As ordens judiciais foram emitidas pelo Núcleo das Garantias de Campo Grande e executadas em Rondônia e no Distrito Federal.

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Na operação, foram apreendidos telefones celulares e outros dispositivos eletrônicos, que passarão por perícia técnica para a extração de dados, visando aprofundar as investigações.

A apuração teve início após uma denúncia de uma vítima de Mato Grosso do Sul, que desde maio de 2023 enfrentava cobranças recorrentes de indivíduos que se apresentavam como membros de uma suposta organização internacional chamada “Illuminati”, com sede alegada na Califórnia, nos Estados Unidos.

O MPMS informou que os suspeitos utilizaram técnicas de engenharia social, apresentando uma estrutura que simulava ser sofisticada, com números de telefone estrangeiros, sites próprios e uma linguagem que evocava uma “fraternidade”. Isso foi utilizado para convencer a vítima a efetuar pagamentos, prometendo vantagens financeiras e crescimento profissional.

As cobranças exigiam taxas de “iniciação”, “manutenção” e até “cancelamento” da suposta associação. Após perceber que se tratava de um golpe e tentar se desvincular, a vítima começou a receber ameaças de morte dirigidas a ela e seus familiares, além de intimidações relacionadas à possível divulgação de um vídeo gravado durante a falsa cerimônia de iniciação. Essa conduta é classificada pelo MPMS como extorsão mediante grave ameaça.