Um ataque a tiros ocorrido no Jardim Noroeste, em Campo Grande, resultou na morte de um menino de apenas 2 anos. O incidente, segundo a Polícia Civil, foi uma ação de vingança que se desenrolou após uma briga em uma conveniência. O alvo dos disparos era um homem que havia se envolvido na confusão, mas os tiros atingiram a criança, sua mãe e outras pessoas presentes no local.
Os acontecimentos começaram após uma discussão entre um casal e outros frequentadores da conveniência Prime 2, localizada na Rua Indianápolis. Após a briga, o casal deixou o local em um veículo Fiat Toro vermelho. Minutos depois, outro casal passou por três vezes em frente ao estabelecimento, utilizando o mesmo carro, enquanto monitorava a movimentação das pessoas que ainda estavam na conveniência.
Em seguida, os suspeitos retornaram em uma motocicleta Honda Bros vermelha. O homem que estava na garupa da moto começou a disparar contra as pessoas que estavam na frente da conveniência, atingindo o menino na cabeça. A criança foi socorrida e levada para a UPA (Unidade de Pronto Atendimento) Tiradentes, mas não resistiu aos ferimentos e faleceu pouco tempo depois. A mãe do menino também foi baleada no tórax e um adolescente de 16 anos ficou em estado grave, com um projétil alojado na cabeça.
A investigação revelou que a mulher que pilotava a motocicleta admitiu sua participação no crime e alegou que sabia que seu companheiro retornaria ao local para se vingar das pessoas envolvidas na briga. Ela confirmou que estava na condução da moto utilizada no ataque. Além disso, a Polícia Civil informou que o outro casal prestou apoio logístico para a execução do crime e a fuga dos envolvidos.
A motocicleta usada no atentado foi encontrada escondida na residência do casal. Após o ataque, o atirador se refugiou na casa da sogra, onde foi localizado pelos policiais. Durante a abordagem, ele indicou o local onde havia escondido a arma utilizada, uma pistola Taurus PT 140 Pro calibre .40, que foi encontrada dentro de uma gaveta.
Os quatro suspeitos foram presos em flagrante e a Polícia Civil solicitou a conversão das prisões em flagrante para preventivas, além de autorização judicial para acessar os celulares apreendidos, com o objetivo de identificar um possível planejamento prévio e a eventual participação de outras pessoas no crime. O delegado responsável pelo caso classificou a ação do grupo como “coordenada e organizada” durante todo o desenrolar do ato criminoso.
