ANUNCIE AQUI TOPO

A trajetória da camisa da Seleção Brasileira é tema de exposição em São Paulo

A nova mostra do Museu do Futebol narra a história e evolução do icônico uniforme amarelo da Seleção Brasileira, que se tornou um símbolo da brasilidade e do sucesso nas Copas do Mundo.
captura_de_tela_2026-05-22_090240_copy-750x449-1

A história do uniforme da Seleção Brasileira, conhecido como Amarelinha, é tema da exposição que teve início no Museu do Futebol, em São Paulo, na última sexta-feira (22). A mostra, intitulada Amarelinha, traz 18 camisas de jogadores lendários, como Sócrates, Rivellino, Ronaldo e Vini Jr., e explora a evolução desse item icônico do futebol brasileiro.

A mudança do uniforme branco para a camisa amarela ocorreu após a histórica derrota para o Uruguai na final da Copa do Mundo de 1950, no Maracanã, quando a Seleção Brasileira foi derrotada por 2 a 1. A partir desse evento, a Confederação Brasileira de Desportos (CBD) e o jornal Correio da Manhã promoveram um concurso para a criação de um novo uniforme, que deveria incluir as cores da bandeira nacional.

O projeto vencedor foi de Aldyr Schlee, que, aos 19 anos, apresentou uma proposta que incluía a camisa amarela com gola e punhos verdes e calças azuis. A estreia da nova camisa ocorreu em 28 de fevereiro de 1954, durante uma partida contra o Chile, e sua primeira aparição em Copas do Mundo foi em 16 de junho de 1954. Desde então, a Amarelinha se tornou o modelo oficial da seleção.

Marcelo Duarte, curador da exposição, destaca que a camisa amarela rapidamente se tornou um símbolo de sorte para a seleção, que conquistou o título da Copa do Mundo novamente em 1962 usando esse uniforme. Ao longo dos anos, a Amarelinha não apenas representou o futebol, mas também passou a simbolizar a alegria e a identidade brasileira, tornando-se uma referência na moda e na cultura nacional.

A mostra no Museu do Futebol não se limita às camisas, mas também aborda a evolução do design e da tecnologia têxtil empregada nas camisas ao longo do tempo. Marília Bonas, diretora técnica do museu, explica que houve uma transição significativa dos materiais, desde as camisas de algodão, que eram pesadas em dias de chuva, até as versões mais recentes, que muitas vezes são feitas para uso único.

Para o ex-jogador Mauro Silva, que fez parte da seleção campeã da Copa de 1994, a Amarelinha é um patrimônio que vai além das fronteiras do Brasil. Ele enfatiza a importância de que a atual Seleção Brasileira honre esse legado e que a camisa continue a ser um símbolo de identificação e orgulho para os torcedores. Com as expectativas elevadas para a próxima Copa do Mundo, a esperança é que a seleção mantenha viva a tradição que a camisa representa.