Comunidade se reúne para relembrar vítimas e refletir sobre o impacto duradouro do rompimento da barragem da Samarco.
Dez anos após o rompimento da barragem em Mariana, homenagens e protestos marcam o dia em Bento Rodrigues, comunidade devastada pela tragédia.
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Dez anos se passaram desde o rompimento da barragem de Fundão, operada pela Samarco, que devastou o subdistrito de Bento Rodrigues, em Mariana, Minas Gerais. Nesta quarta-feira, a comunidade se reuniu para homenagear as 19 vítimas fatais e relembrar a tragédia que marcou suas vidas.
Em Bento Rodrigues, uma celebração na Igreja de Nossa Senhora da Mercês reuniu moradores e familiares das vítimas. Cruzes com os nomes dos falecidos foram colocadas na fachada da igreja, enquanto painéis com fotos da tragédia foram expostos. Ao final da cerimônia, balões biodegradáveis com sementes de girassóis foram soltos em homenagem àqueles que perderam suas vidas.
A Saudade e a Luta por Justiça
Para os moradores que perderam suas casas e foram realocados, a saudade do antigo Bento Rodrigues é constante. A lama que soterrou a comunidade também levou consigo histórias, memórias e a rotina de famílias inteiras.
Apesar dos bilhões gastos em reparação ambiental, a bacia do Rio Doce ainda enfrenta desafios significativos. A tragédia de Mariana permanece como um lembrete da importância da segurança e da responsabilidade na atividade de mineração.
Até o momento, ninguém foi condenado pela tragédia.
A comunidade de Bento Rodrigues segue buscando justiça e melhores condições de vida, enquanto luta para preservar a memória daqueles que se foram e reconstruir suas vidas. As homenagens e protestos deste dia marcam a continuidade dessa luta.