Diante da alta do diesel e da possibilidade de paralisação de caminhoneiros, o governo federal decidiu aumentar a fiscalização sobre as empresas que pagam fretes abaixo do piso mínimo. A medida provisória elaborada pelo Ministério dos Transportes prevê multas que variam de R$ 1 milhão a R$ 10 milhões por operação irregular, além de suspensão e até exclusão do mercado por até dois anos.
O principal instrumento dessa mudança é o Código Identificador da Operação de Transporte (Ciot), que será obrigatório em todas as operações. A ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres) ficará responsável por bloquear a emissão do Ciot quando o valor do frete estiver abaixo do piso. Sem esse registro, a formalização do transporte e a emissão de documentos fiscais, como o MDF-e (Manifesto Eletrônico de Documentos Fiscais), não serão possíveis.
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As penalidades são severas, podendo acumular prejuízos significativos para empresas reincidentes, que podem ter o registro suspenso após mais de três infrações em um período de seis meses. Em casos extremos, o cancelamento do registro no RNTRC (Registro Nacional do Transportador Rodoviário de Cargas) pode afastar a empresa do setor por até dois anos. A medida também abrange intermediários e agentes que anunciam cargas abaixo do valor mínimo.
Um aspecto importante é que caminhoneiros autônomos não serão penalizados, reconhecendo-se sua vulnerabilidade ao aceitarem fretes abaixo do piso. A ANTT terá sete dias para regulamentar a nova regra, que ainda passará por revisão na Secretaria de Assuntos Jurídicos da Presidência, com expectativa de publicação imediata em edição extra do DOU.