Lula levou quase oito meses para aplicar o "princípio da reciprocidade", cancelando o visto de um assessor do governo dos EUA que monitora questões do Brasil. O cancelamento foi anunciado durante a inauguração de uma ala hospitalar, o que sugere uma tentativa de criar um fato político em meio à queda em sua popularidade e ao crescimento nas pesquisas de Flávio Bolsonaro.
Além de demorar a reagir ao cancelamento do visto de seu ministro da Saúde, Lula comparou o assessor americano ao "sub do sub" de Donald Trump. Em um discurso, afirmou que o visto do assessor seria restituído quando o visto de Alexandre Padilha fosse recuperado.
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As ações de Lula são vistas como uma tentativa de reafirmar a soberania, mas a decisão poderia ter mais impacto se o visto cancelado fosse de um funcionário de maior escalão, como o secretário da Saúde. O governo Lula já gastou R$ 126,4 milhões em viagens, com R$ 69,6 milhões em diárias e R$ 56,1 milhões em passagens aéreas até março.
Entre fevereiro e março, o governo admitiu despesas de R$ 93 milhões em deslocamentos. O Portal da Transparência também registra R$ 753,4 mil em outros gastos relacionados a viagens. Em 2025, o governo petista estabeleceu um recorde histórico de gastos com viagens, totalizando R$ 2,44 bilhões.