A Operação “Pombo Sem Asas” foi desencadeada para desmantelar um esquema que abastecia o Presídio de Segurança Máxima em Campo Grande com drogas e celulares. A investigação revelou que integrantes de uma facção criminosa organizavam a entrada de materiais proibidos por meio de arremessos realizados do lado de fora dos muros, contando com a colaboração de um servidor público que recebia propina para permitir essa ação.
Cerca de 70 pacotes com produtos ilícitos, além de balanças, celulares e acessórios de comunicação, foram apreendidos. Os criminosos, que chamavam os pacotes de “pombos”, utilizavam tanto arremessos quanto drones para enviar os itens para dentro da prisão. A logística do esquema era coordenada pelos detentos, que determinavam horários e locais para as entregas.
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Do lado externo, membros da organização eram responsáveis por entregar os pacotes e manter contato com os presos, garantindo que os materiais chegassem até eles. Além de abastecer os detentos, a rede criminosa movimentava dinheiro do tráfico, utilizando contas bancárias próprias e de terceiros para o pagamento de propinas e manutenção da facção dentro do sistema prisional.
A operação resultou em 35 prisões preventivas e 24 buscas, realizadas em Campo Grande e em outros estados, como São Paulo, Mato Grosso e Rio Grande do Norte. A ação contou com o apoio de diversas unidades da Polícia Militar e órgãos de inteligência, com o objetivo de interromper o fluxo de celulares e drogas para os internos.