O feminicídio é o resultado extremo de um ciclo de violências frequentemente invisibilizadas. Em Mato Grosso do Sul, dados do Disque 180 indicam que 81% das denúncias do ano passado referem-se a agressões que não são reconhecidas como violência, incluindo humilhações e controle emocional. Para enfrentar essa realidade, leis aprovadas pela Assembleia Legislativa (ALEMS) buscam ampliar a percepção sobre a violência contra as mulheres.
Entre as iniciativas estão a criação da Semana Estadual da Mulher, a Semana de Conscientização sobre Violência Psicológica, conhecida como “Wollying”, e a Semana do Combate à Misoginia. Essas leis incentivam campanhas, debates e ações educativas para tornar visíveis formas de violência que costumam ser ofuscadas na sociedade.
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A deputada Mara Caseiro, autora da lei que criou a Semana de Conscientização sobre Violência Psicológica, destaca a importância de evidenciar agressões que passam despercebidas. Ela aponta que a lei visa dar visibilidade a formas de violência que são silenciosas, como a psicológica e a simbólica, promovendo informações e mudanças de postura entre as mulheres.
O deputado Paulo Duarte lembra que a proposta da Semana Estadual da Mulher surgiu em um contexto em que a violência doméstica era tratada como um assunto restrito. Ele enfatiza a importância de abrir o debate público sobre o tema. Já o deputado Professor Rinaldo Modesto ressalta que ampliar o conceito de violência é fundamental para enfrentar o problema de forma eficaz, enquanto o deputado Pedro Kemp defende que o combate à misoginia é essencial nessa luta.