Acordo Mercosul-UE deve gerar ganhos estruturais para o Brasil

Acordo Mercosul-UE deve gerar ganhos estruturais para o Brasil

O acordo comercial entre a União Europeia e o Mercosul deve gerar efeitos econômicos modestos no curto prazo, mas pode produzir ganhos estruturais relevantes ao longo dos próximos anos. As simulações sugerem ganhos macroeconômicos moderados, mas líquidos e positivos para o Brasil, impulsionados por maior atividade, investimento, salários e bem-estar, ao lado da expansão do comércio.

A relevância econômica do acordo está menos nos saldos comerciais de curto prazo e mais em sua capacidade de remodelar padrões produtivos, reduzir custos de insumos e sustentar ganhos de produtividade ao longo do tempo. No recorte setorial, o agronegócio aparece como o principal beneficiado, com um aumento de cerca de 2% na produção do setor, o equivalente a quase US$ 11 bilhões, com destaque para aves, suínos, alimentos processados, óleos e gorduras vegetais e pecuária.

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O relatório ressalta que a ampliação de cotas e a redução tarifária não se traduzem automaticamente em forte expansão de produção no curto prazo, o que ajuda a explicar o impacto inicial limitado do acordo. Um dos pontos centrais do estudo é relativizar a leitura de que o acordo seria amplamente negativo para a indústria brasileira.

haverá quedas de produção concentradas em setores mais intensivos em tecnologia, como máquinas e equipamentos, equipamentos elétricos, têxteis, produtos metálicos, farmacêuticos e veículos e autopeças. No entanto, essas perdas são parcialmente compensadas por ganhos em setores tradicionais, como calçados e couro, metais não ferrosos, produtos de madeira, celulose e papel e equipamentos de transporte.