Mais de 2,4 mil pessoas foram mortas pelas autoridades de segurança do Irã na repressão aos protestos iniciados no final de dezembro. Relatos nas redes sociais e de profissionais de saúde indicam que a resposta da ditadura dos aiatolás tem sido ainda mais violenta do que a ocorrida após os protestos de 2022 e 2023.
Vídeos recentes mostraram grandes fileiras de sacos com corpos em frente a um necrotério em Teerã, com cerca de 180 sacos para corpos nessas imagens. Um médico iraniano descreveu um cenário de horror no hospital onde atendeu manifestantes feridos, com profissionais de saúde tendo que escolher quais pacientes tentariam salvar.
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O médico também relatou que viu sangue nas ruas perto da sua casa e que colegas contaram que várias pessoas baleadas à queima-roupa no rosto haviam sido internadas. Mensagens de três médicos descreveram que os ferimentos a bala dos manifestantes atendidos se concentraram principalmente nos olhos e na cabeça.
As forças de segurança estão atirando deliberadamente na cabeça e nos olhos para que os manifestantes não possam mais enxergar. O Centro Abdorrahman Boroumand para os Direitos Humanos no Irã disse que jovens também foram baleados nos genitais.