Diosdado Cabello, ministro do Interior, Justiça e Paz venezuelano, manteve sua retórica desafiadora contra os Estados Unidos, mesmo após receber um alerta do governo americano. Em uma reportagem publicada pela agência Reuters, três fontes oficiais não identificadas apontaram que o governo Donald Trump deu um aviso a Cabello para que ele não atrapalhe o processo de transição no país caribenho.
No entanto, Cabello divulgou um vídeo ao lado de um grupo de militares, dizendo que os controles policiais foram reforçados e repetindo os bordões ‘sempre leais, jamais traidores’ e ‘duvidar é traição’. Em seu programa de TV, ‘Con El Mazo Dando’, transmitido pela emissora estatal VTV, Cabello disse que a operação americana em que Maduro e a esposa deste, Cilia Flores, foram capturados, deixou pelo menos cem mortos.
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Cabello é um militar reformado e aliado de primeira hora do chavismo, tendo exercido vários cargos no governo venezuelano. Ele é acusado de corrupção, lavagem de dinheiro e narcotráfico, e foi declarado procurado pelos Estados Unidos em março de 2020.
O Departamento de Estado americano ofereceu uma recompensa de até US$ 25 milhões por informações que levem à prisão e/ou condenação de Cabello.