O acordo comercial entre Mercosul e União Europeia apresenta benefícios imediatos limitados para o agronegócio brasileiro. Analistas avaliam que a combinação de cotas restritas com um aumento nas barreiras não tarifárias deve favorecer apenas grandes empresas exportadoras, em detrimento de produtores de menor escala.
O pesquisador Leandro Gilio afirma que as cotas limitam muito qualquer efeito do acordo, ainda mais considerando que o Brasil exportou mais de 3 milhões de toneladas de carne em 2025. O professor Alexandre Mendonça de Barros corrobora a análise e define o efeito para o setor como muito pequeno.
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O tratado impõe um mar de restrições e funciona mais como instrumento de pressão por subsídios por parte dos agricultores europeus do que como uma abertura comercial efetiva. A implementação do acordo impõe desafios operacionais que ultrapassam as questões tarifárias, com destaque para o Regulamento Europeu de Produtos Livres de Desmatamento.
A especialista Giselle Galdi alerta que a exigência demandará sistemas robustos de rastreabilidade e due diligence com geolocalização. Para o mercado de bovinos, a adaptação exigirá rastreabilidade individual, superando o modelo de controle por lote predominante no Brasil.