A União Europeia fez uma série de concessões a agricultores para viabilizar a aprovação política do acordo comercial com o Mercosul, negociado há mais de 25 anos. As medidas ajudaram a garantir maioria entre os países do bloco, mesmo com a oposição de setores rurais, especialmente na França e na Polônia.
Mesmo após protestos de agricultores franceses em Paris, os países da UE aprovaram o acordo, com votos ainda sujeitos a confirmação formal pelos governos nacionais. O acordo Mercosul–UE cria as bases para a maior área de livre-comércio do mundo, envolvendo cerca de 700 milhões de pessoas.
INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL
Resumo rápido gerado automaticamente
A Comissão Europeia anunciou garantias para setores sensíveis, como carne, aves, arroz, mel, ovos e etanol, e poderá limitar volumes importados com tarifa reduzida e intervir se houver desequilíbrio de mercado. Além disso, a Comissão decidiu proibir três pesticidas e prometeu reforçar controles sobre importações agrícolas.
A presidente da Comissão, Ursula von der Leyen, propôs antecipar cerca de € 45 bilhões em recursos da Política Agrícola Comum a partir de 2028, como forma de compensar possíveis impactos do acordo. Bruxelas também abriu caminho para suspender temporariamente a aplicação do mecanismo de ajuste de carbono sobre fertilizantes e anunciou redução de tarifas sobre ureia e amoníaco, buscando conter preços para produtores europeus.