A União Europeia aprovou politicamente o acordo comercial com o Mercosul após 26 anos de negociações. O acordo prevê a eliminação gradual de tarifas sobre cerca de 91% do comércio entre os blocos e pode ampliar o acesso de produtos brasileiros, especialmente do agronegócio, ao mercado europeu.
O tratado cria as bases para a maior área de livre-comércio do mundo, envolvendo cerca de 700 milhões de pessoas. Para o Brasil, o acordo vai além da abertura de mercado e passa a ser um instrumento de diversificação comercial, atração de investimentos e integração a cadeias globais de maior valor agregado.
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O acordo reduz distorções e busca eliminar barreiras não tarifárias, como exigências técnicas e procedimentos considerados excessivamente complexos. O acordo inclui um capítulo específico para pequenas e médias empresas, com compromissos de transparência regulatória, facilitação aduaneira e acesso à informação.
A Comissão Europeia reconhece que barreiras comerciais afetam desproporcionalmente empresas menores, o que tem impacto direto também sobre exportadores brasileiros de menor porte. O acordo não altera os padrões sanitários e ambientais da UE, e produtos exportados ao bloco europeu continuarão obrigados a cumprir regras rigorosas de segurança alimentar, rastreabilidade, limites de resíduos e normas ambientais.