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Dourados finaliza limpeza do lago no Parque Antenor Martins e inicia nova ação no Córrego Rego

A Prefeitura de Dourados concluiu a limpeza do lago do Parque Antenor Martins, no Jardim Flórida, e agora inicia um novo trabalho no Parque Ambiental do Córrego Rego D'Água. A ação visa preservar os espaços de lazer da cidade e evitar a proliferação de vegetação aquática.
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A Prefeitura de Dourados finalizou a limpeza das plantas aquáticas no lago do Parque Antenor Martins, localizado no Jardim Flórida. A iniciativa, que teve início no final de junho, envolveu equipes da Secretaria Municipal de Agricultura Familiar, da Secretaria Municipal de Serviços Urbanos (Semsur) e da Defesa Civil, com o objetivo de retirar a vegetação que se proliferou no local. Com a conclusão desse trabalho, a prefeitura planeja implementar ações preventivas para evitar o crescimento excessivo das plantas no futuro.

O secretário-adjunto de Serviços Urbanos, Angelo Augusto Gomes, destacou que serão instaladas telas nas canaletas de água e nas tubulações que abastecem o lago. Essa medida visa diminuir o transporte da vegetação e contribuir para a manutenção da qualidade do lago principal. "Mesmo com o término da força-tarefa, seguiremos com ações preventivas, sob direcionamento do prefeito Marçal Filho, para preservar um dos pontos de lazer mais visitados da cidade", afirmou Gomes.

O aumento da vegetação no lago foi observado após um período de chuvas frequentes, que favoreceu a rápida expansão da espécie sobre a superfície. Assim que a situação foi identificada, a administração municipal tomou as medidas necessárias para contê-la. Com essa etapa concluída, as equipes deram início, nesta quarta-feira (15), à limpeza do lago do Parque Ambiental do Córrego Rego D'Água, no Jardim Água Boa, que também apresenta uma grande concentração de vegetação aquática.

A previsão é que os trabalhos no Córrego Rego D'Água sejam finalizados em cerca de 15 dias. A planta removida durante as limpezas é a Salvinia auriculata Aubl., popularmente conhecida como “orelha-de-onça”. Apesar do grande volume encontrado, essa planta aquática flutuante não é tóxica, não contamina a água e não representa riscos para os peixes ou para o meio ambiente. A espécie é comum em vários países da América, incluindo Cuba e Paraguai, e está presente em abundância na região do Pantanal.

As folhas da Salvinia auriculata são pequenas, ovaladas e cobertas por pelos que repelem a água. Abaixo delas, a planta possui estruturas semelhantes a raízes, que são folhas modificadas, capazes de reter água e sedimentos, favorecendo sua rápida multiplicação em ambientes aquáticos. Para a remoção dessa vegetação, as equipes utilizaram tanto métodos manuais quanto mecanizados. Rastelos foram empregados para retirar as plantas das margens, enquanto cordas, com o apoio de uma embarcação da Polícia Militar Ambiental (PMA), ajudaram a concentrar a vegetação na superfície da água. Por fim, uma retroescavadeira foi utilizada para recolher o material.

As ações realizadas nos parques visam a conservação dos espaços públicos, a preservação ambiental e a manutenção de áreas de lazer bem cuidadas para a população e os visitantes.