Peppino Di Capri, cantor e compositor italiano, faleceu neste sábado, 11, na ilha de Capri, onde nasceu. A informação sobre sua morte foi divulgada em suas redes sociais, que traziam a mensagem "tchau, Peppino". Embora a família não tenha revelado a causa do falecimento, a mídia italiana relata que o artista lidava com uma doença prolongada.
Nascido Giuseppe Faiella em 27 de julho de 1939, Peppino Di Capri foi um dos grandes nomes da música italiana do século 20, famoso por canções como Champagne e Il Sognatore. Ele deixa três filhos: Igor, fruto de seu primeiro casamento com Roberta Stoppa, e Edoardo e Dario, com Giuliana Gagliardi.
Com uma carreira que se estendeu por 65 anos, Di Capri conquistou o Festival de Sanremo em duas ocasiões. A primeira vitória ocorreu em 1973, com as músicas Un grande amore e Niente più, e a segunda em 1976, com Non lo faccio più. Além disso, foi premiado no Festival de Nápoles em 1970 com a canção Me chiamme ammore.
A trajetória musical de Di Capri começou no final da década de 1950. Em 1958, ele se uniu a Ettore Falconieri, Pino Amenta, Mario Cenci e Gabriele Varano para formar o grupo Capri Boys. O grupo chamou a atenção de um executivo do mercado fonográfico, que sugeriu a mudança do nome para “Peppino Di Capri e i seus Rockers”, impulsionando assim a carreira do cantor.
Em 1965, Di Capri participou da turnê italiana dos Beatles, um marco que consolidou sua fama. Ele visitou o Brasil pela primeira vez em 1961, apresentando-se no Teatro Record, e sua última passagem pelo país ocorreu em março de 2019, quando fez um show ao lado de Zizi Possi. A última aparição pública do artista foi em 2023, no Festival de Sanremo, onde foi convidado de honra.
O vice-premiê e ministro das Relações Exteriores da Itália, Antonio Tajani, manifestou sua tristeza com a perda de Peppino, destacando como sua voz acompanhou as noites de gerações de italianos e sua conexão com a ilha de Capri. Aurelio de Laurentiis, produtor de cinema e presidente do Napoli, também expressou sua dor, ressaltando que a Itália perdeu um símbolo que narrou sua história por meio das canções e que deixou um legado duradouro desde o final da década de 1950 até os dias atuais.
