O episódio que originou o inquérito ocorreu em janeiro deste ano, quando Flávio Bolsonaro publicou, no mesmo dia em que Maduro foi preso em uma operação militar dos Estados Unidos, que Lula seria “delatado”. O parlamentar fez menções a “tráfico internacional de drogas e armas” e a “lavagem de dinheiro” em seu post.
Diante das acusações, a Polícia Federal solicitou a apuração contra o senador, alegando que a postagem imputou a Lula “fatos criminosos”. A investigação foi formalmente aberta por Moraes em abril. A defesa de Flávio Bolsonaro argumentou que o inquérito representava uma tentativa de restringir a liberdade de expressão e o exercício do mandato parlamentar.
Ao longo do inquérito, a defesa solicitou a oitiva de nove pessoas, incluindo Lula, o senador Sergio Moro (PL-PR), o marqueteiro João Santana, a líder da oposição venezuelana, María Corina Machado, e um procurador dos Estados Unidos. Todas as solicitações foram negadas por Alexandre de Moraes, que considerou que as diligências pedidas pela defesa poderiam resultar em “direcionamento” e “interferência” na investigação, afirmando que não cabe ao investigado determinar o andamento do inquérito.
