A Polícia Civil de Mato Grosso do Sul estabeleceu um Grupo de Trabalho voltado para o combate às organizações criminosas no estado. A criação do grupo foi oficializada por meio de uma portaria assinada pelo delegado-geral da Polícia Civil, Lupersio Degerone Lúcio, e publicada no Diário Oficial do Estado na última segunda-feira, 6 de novembro.
Esse grupo tem como principal meta formular e apresentar propostas que promovam um fluxo normativo oficial para a atuação integrada das forças de segurança. O objetivo é aprimorar a capilaridade investigativa e a gestão do conhecimento no enfrentamento do Crime Organizado. A decisão de estabelecer o grupo se deu em virtude da necessidade urgente de uma resposta institucional uniforme e qualificada frente ao avanço das facções criminosas e aos conflitos entre elas em Mato Grosso do Sul.
De acordo com a portaria, os crimes associados às facções não devem ser tratados isoladamente, mas sim como parte de uma dinâmica criminal mais ampla. Essa abordagem exige uma leitura estratégica e uma coordenação operacional em rede, permitindo uma resposta mais eficaz aos desafios impostos pelo Crime Organizado.
O delegado-geral destacou a importância de unir a atuação das unidades de polícia, especialmente das Seções de Investigações Gerais (SIGs) no interior do estado, com o suporte do Departamento de Repressão à Corrupção e ao Crime Organizado (DRACCO). Além disso, a Polícia Civil contará com o emprego tático do Departamento de Polícia Especializada (DPE) e a coordenação de inteligência do Departamento de Inteligência Policial (DIP).
As ações de enfrentamento às facções Primeiro Comando da Capital (PCC) e Comando Vermelho (CV), que foram classificadas como terroristas pelos Estados Unidos no dia 5 de junho, têm sido intensificadas em Mato Grosso do Sul. O Grupo de Trabalho será coordenado pelo Delegado-Geral Adjunto, Márcio Rogério Farias Custódio, e contará com a participação dos dirigentes de órgãos de direção superior da Polícia Civil.
Os eixos estratégicos que nortearão o desenvolvimento técnico do grupo incluem a regulação da capilaridade investigativa, a integração técnica com o DRACCO e o DPE, a centralização de extrações de dados digitais e mecanismos de monitoramento em tempo real de ocorrências relacionadas à macrocriminalidade. Além disso, serão implementados protocolos para a comunicação prévia de ações operacionais entre os Pontos Focais, visando a eficiência no uso de recursos.
