No último domingo (5), a Polícia Militar intensificou as operações na área do Porto Morrinho, localizada a 429 km de Campo Grande. A ação visa localizar os suspeitos envolvidos no ataque ao comboio do Bope (Batalhão de Operações Policiais Especiais), que resultou na morte de Rubens Zílio Neto, conhecido como "Apolo".
O ataque ocorreu durante a transferência de um suspeito da morte do soldado Marcelo Pimenta, que aconteceu na última terça-feira (30). O suspeito, que foi identificado e estava sob custódia policial, faleceu na noite de sábado (4) durante o percurso de Corumbá para Campo Grande. Quatro viaturas do Bope, incluindo uma descaracterizada, faziam a escolta no momento do incidente.
Durante a parada em um posto de combustíveis para a troca de um pneu furado, a equipe foi surpreendida por disparos provenientes de uma área de mata, resultando na morte de "Apolo". Desde então, as forças de segurança, incluindo o Batalhão de Choque, o Tático Ostensivo Rodoviário (TOR) e o Departamento de Operações de Fronteira (DOF), estão realizando buscas na região, incluindo barreiras e abordagens em pontos estratégicos.
Até o presente momento, não houve prisões ou localizações dos suspeitos. O terceiro foragido, que também está ligado ao caso da morte do soldado Marcelo Pimenta, permanece em liberdade.
Em resposta a esses eventos, o policiamento na fronteira de Corumbá com a Bolívia foi reforçado. Na coletiva de imprensa realizada na última quarta-feira (1º), o coronel Renato dos Anjos Garnes, comandante-geral da Polícia Militar de Mato Grosso do Sul (PMMS), destacou que a corporação está sempre em formação e pronta para agir. Ele afirmou que a PMMS está preparada para revidar em situações de confronto, uma vez que os criminosos têm demonstrado resistência às ações policiais.
A situação na região continua tensa, com as forças de segurança em alerta máximo para evitar novos confrontos e garantir a segurança da população local.
